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Quinta-feira, 15 de Fevereiro de 2007
Plantas - Erva-do-Diabo
Belladona
Conhecida como erva-do-diabo, a Atropa Belladona L. é originária da zona da Cordilheira do Himalaia, e existe em vários jardins portugueses. É utilizada com fins ornamentais e cultivada em larga escala para fins medicinais, apesar de a ingestão de algumas bagas poder ser fatal.

Trombeteira
Também conhecida como erva-do-diabo. De alguns compostos da flor fabrica-se remédios para a doença de Parkinson, problemas cardíacos e asmáticos. Porém, a sua ingestão pode causar aumento do ritmo cardíaco, vómitos, náuseas e até a morte.

Dedaleira
Flor arroxeada em forma de dedal, em cachos. Cresce de Norte a Sul do Pais na Primavera e permanece durante o Verão. Muito venenosa, contém numerosos cardiotónicos como a digitalina, digoxina e digitoxina. O seu chá e tão calmante que pode parar o coração.

Acónito
É uma das espécies mais tóxicas. De cor azul-violeta, é relativamente frequente em Portugal, a apartir de Julho, sobretudo em zonas com uma altitude superior a 500 metros. Numa dose superior à recomendada, o veneno mata por paralisia respiratória.

Glicínia
Originária da Ásia e da América, o nome científico é wisteria. Trata-se de uma planta trepadeira habitualmente cultivada nos jardins e parques. Os cachos de flores azuis, lilazes ou branca transformam-se em vagens semelhantes às do feijão que ingeridas dão origem a perturbações digestivas.


publicado por eltijas às 21:15
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Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007
Ópio

Nomes de Rua: Ópio

Apresentação

O ópio, produto natural da papoila Papaver Somniferum, pertence à categoria dos opiáceos, a qual é também composta pela morfina, codeína e heroína. É obtido através da realização de uma incisão na cápsula da papoila, de onde sai um líquido de aspecto leitoso que solidifica com facilidade, tornando-se acastanhado. São necessárias, em média, 3000 plantas para obter um quilo e meio de ópio.

É apresentado sob a forma de tubos pequenos (semelhantes a um cigarro sem filtro), pó ou pequenas bolinhas já preparadas para o consumo. A forma mais habitual de consumir ópio é fumá-lo, mas pode também ser comido, bebido ou injectado.

Os opiáceos actuam sobre receptores cerebrais específicos localizados no sistema límbico, na massa cinzenta, na espinal-medula e em algumas estruturas periféricas. A nível farmacológico, os principais efeitos do ópio são causados pela morfina, um dos seus principais compostos. Tem uma potente acção analgésica e depressora sobre o Sistema Nervoso Central.

Origem

O ópio é extraído da papoila Papaver Somniferum que cresce no Médio e Extremo Oriente e mais recentemente, nos Estados Unidos. Em Portugal, foram descobertas plantações no Alentejo e Algarve.

A palavra ópio deriva do grego ópion, que significa suco ou sumo de uma planta. No latim medieval chamava-se Opium, opiatum ipistus.

Achados arqueológicos na Suíça mostram-nos que 3200 a 2600 anos A.C. a papaver era já cultivada, pensa-se que para fins alimentares (45% de óleo), apesar de serem também conhecidas as suas propriedades narcóticas. Os primeiros escritos a mencionar o ópio são de Teofrasto e datam de III a.C.. No mundo clássico Greco-latino, a papaver era usada pelas elites para fins medicinais, sendo considerada um medicamento mágico. O ópio atinge grande prestígio nos finais da Idade Média e no Renascimento devido à acção dos "Senhores" de Veneza que detinham o seu quase monopólio. Entrou na Europa por intermédio de Paracelsus (1493-1541). Só no século VII é que passa a ser conhecido no Oriente enquanto um produto mágico oriundo do Ocidente.

Sendo inicialmente uma substância utilizada para fins terapêuticos, transforma-se numa substância de abuso e de recreação, assumindo este tipo de consumo particular saliência a partir do século XVIII. Na China, esta expansão adquiriu características epidémicas devido às grandes importações da Inglaterra (grande controladora das plantações da papaver), às quais a China, mais tarde, se irá opor, gerando as guerras do Ópio e consequentemente um aumento dos lucros para o mercado desta substância (finais do século XIX).

No século XIX começam a ser isoladas as substâncias que compõem o ópio. A primeira foi a morfina em 1806, seguida pela codeína em 1832 e a papaverina em 1848. Em termos medicinais, estas substâncias acabam por substituir o ópio, sendo utilizadas como analgésicos e contra a diarreia.

O aumento de imigrantes chineses nos Estados Unidos, assim como a administração intravenosa a feridos da guerra civil, fez com que o uso de opiáceos aumentasse drasticamente neste país. Tal facto criou condições para que a morfina se tornasse um importante remédio para combater o vício do ópio.

No final do século XIX, os Estados Unidos começam a tentar controlar o uso do ópio, tentando mesmo proibi-lo. Charles Henry Brent, o bispo americano nas Filipinas, leva a cabo uma campanha moralista contra o ópio e a opiomania, tendo esta grande aceitação. Também na China se fazem notar movimentos anti-ópio, que são vistos com desconfiança pela Inglaterra e Holanda, as principais beneficiárias dos lucros deste comércio.

A pressão americana faz com que em 1909, representantes de países com colónias no Oriente e na Pérsia se reunissem em Shangai na Conferência Internacional do Ópio, presidida pelo Bispo Brent, à qual se seguiu a de Haia em 1911. Em 1912 realizou-se a primeira convenção internacional do Ópio, que procurou que os países signatários criassem o compromisso de tomar medidas de controlo do comércio do ópio nos seus próprios sistemas legais. Em 1913 e 1914 realizam-se novas convenções, tendo sido a partir desta última que os Estado Unidos criaram a Lei dos Narcóticos de Harrison, que não só controlava o comércio, como também tornava ilegal a posse por parte de pessoas não autorizadas.

Efeitos

O ópio pode produzir o alívio da dor e da ansiedade, diminuição do sentimento de desconfiança, euforia, flash, sensação de bem-estar, tranquilidade, letargia, sonolência, depressão, impotência, incapacidade de concentração, embotamento mental. Estes efeitos podem ser acompanhados de depressão do ciclo respiratório (causa de morte por overdose), edema pulmonar, baixa de temperatura, náuseas, vómitos, contracção da pupila, desaparecimento do reflexo da tosse, obstipação, amenorreia ou morte.

Os efeitos duram entre 4 a 6 horas.

Riscos

A longo prazo, o ópio pode diminuir a capacidade de trabalho, provocar enfraquecimento físico e diminuir o desejo sexual.

Na mulher produzem-se ciclos menstruais irregulares.

Tolerância e Dependência

Existe tolerância assim como grande dependência, tanto física como psicológica.

Síndrome de Abstinência

O indivíduo poderá experimentar bocejos, febre, choro, sudação, tremores, náuseas, agitação, ansiedade, irritabilidade, insónia, hipersensibilidade à dor, dilatação das pupilas, taquicardia e aumento da tensão arterial. Posteriormente poderão ocorrer dores abdominais, torácicas e nos membros inferiores, lombalgias, diarreia ou vómitos.



publicado por eltijas às 18:48
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Cannabis

Nomes de Rua: Chamon, Charro, Chocolate, Erva, Ganza, Hax, Hash, Liamba

Apresentação

A cannabis, a mais popular das drogas ilegais, pode ser conhecida por diferentes nomes de rua como charro, chamon, liamba, erva, chocolate, tablete, taco, curro, ganza, hax, hash, maconha, óleo (óleo de haxixe), boi ou cânhamo. Os canabinóides são derivados da planta Cannabis Sativa e são considerados drogas psicadélicas (leves), alucinogéneas ou depressoras.

Existem três formas de preparação:

  • "marijuana ou erva" - preparada a partir das folhas secas, flores e pequenos troncos da Cannabis Sativa. Provém de várias “castas”, sendo a mais forte o Skunk (quanto mais forte, maior a quantidade de THC, a substância que provoca os efeitos).
     
  • "haxixe" – preparado a partir da resina da planta fêmea, a qual é transformada numa barra de cor castanha, com o nome coloquial de "chamom". É potencialmente mais tóxico do que a marijuana, dado que o seu conteúdo em THC (até 20%) é superior ao desta (de 5% a 10%). Os tipos de resina ou haxixe mais comuns são o marroquino, o libanês e o pólen.
  • "óleo de cannabis ou óleo de haxixe" – preparado a partir da mistura da resina com um dissolvente (acetona, álcool ou gasolina), que se evapora em grande medida e dá lugar a uma mistura viscosa, cujas quantidades em THC são muito elevadas (até 85%).

Estas substâncias são principalmente consumidas por ingestão e inalação. Quando fumada, a cannabis é misturada com tabaco em cigarros feitos manualmente ou em cachimbos. Em algumas culturas africanas ou do Caribe, bebem-se tisanas feitas com esta droga e água. Pode também ser preparada sob a forma de bolos (neste caso os seus efeitos são intensificados).

Apesar de ser principalmente usada para fins recreativos e sociais, terapeuticamente podem ser utilizada como antiemético oral para tratar as náuseas provocadas pela quimioterapia ou como relaxante.

A substância activa (delta9-tetrahidrocanabinol ou “THC”) é responsável por quase todos os efeitos característicos destas substâncias. As cannabináceas são absorvidas pelo pulmão ou pelo tracto gastrointestinal com rapidez, sendo depois assimiladas pelas gorduras do organismo, libertando-se no plasma. No Sistema Nervoso Central, o THC actua sobre um receptor cerebral específico, sendo a maior concentração nos gânglios basais, hipocampo e cerebelo.

 

Origem

Os canabinóides derivam da planta Cannabis Sativa que é originária da zona do Mar Negro e do Mar Cáspio. Esta planta é utilizada há 12 000 anos como fonte de fibras para vestuário e cordoaria.

A primeira referência encontrada relativa a esta planta data de 2 737 anos A.C. e foi encontrada na farmacopeia do imperador Shen Nuna, sendo recomendada para tratar a malária, dores reumáticas e desordens femininas. Nos textos sagrados do hinduísmo, em particular no Atharva Veda (3.000 anos A.C.), existem também referências a esta planta. Foi sempre bastante popular no meio médico e farmacológico, embora as suas indicações terapêuticas sejam um pouco confusas. Na altura, parecia existir a crença de que a planta ajudava a diminuir o mal-estar provocado por "desarranjos" cíclicos ou crónicos. Até o Velho Testamento faz referência a esta planta (com o nome de kalamo) quando Salomão canta e louva as suas propriedades.

Em termos de consumo psicoactivo, é também uma das primeiras drogas com este tipo de evidências. A “História das Guerras Médicas” de Heródoto relata como os Escitas (povo da zona de origem da Cannabis Sativa) consumiam a planta para se intoxicarem (2.500 A.C.). No século XII, o Santo Ofício acusou qualquer pessoa que usasse cannabis de bruxaria, acusando inclusivamente Joana D’Arc, em 1430, de usar várias ervas para “ouvir vozes”. Nos séculos XII e XIII verifica-se um alargamento da sua utilização no mundo islâmico. No Egipto, existia tolerância em relação ao seu consumo, tendo este a função de diferenciar os integrados e os excluídos da sociedade, como foi descrito nas "Mil e uma Noites". A campanha de Napoleão no Oriente contribuiu também para a expansão desta droga, levando-a até aos meios letrados europeus.

A Cannabis Sativa foi introduzida nas Américas pelos espanhóis aquando das descobertas, tendo sido plantada no Chile no final do século XVI. Contudo, existem também teorias que defendem que esta planta existia no continente americano muito antes da sua descoberta. O rei Jaime I incentivou os colonizadores britânicos na América do Norte a cultivar a planta para conseguirem materiais para produção de cordas e velas para os navios da Armada Real. Mais tarde, durante a 2ª Guerra Mundial, o Departamento da Agricultura voltou a incentivar a plantação para produzir fibras para a indústria têxtil.

No século XIX, intelectuais e escritores europeus difundem no Ocidente o uso recreativo da Cannabis Sativa, enquanto que o médico particular da rainha Vitória da Inglaterra, após ter estudo a planta durante cerca de 30 anos, recomenda-a para casos de enxaqueca, insónia senil, depressões, estados epilépticos, cólicas e ataques de asma. De facto, durante todo este século, centenas de estudos e artigos foram produzidos a propósito das propriedades medicinais desta planta.

Nos anos 20, durante a Lei Seca dos Estados Unidos, assistiu-se a um aumento do consumo da cannabis como substituto do álcool, chegando a existir 500 "casas de haxixe" em Nova York. Dez anos mais tarde, o álcool volta a ser legalizado e a cannabis proibida. Para a proibição da droga, em muito contribuíram as acções de Anslinger que liderava o movimento de proibição ao álcool. Através dos seus filmes de propaganda, conseguiu veicular a ideia de que esta substância poderia tornar anjos em demónios.

Até ao início dos anos 60, o uso de cannabis estava restrito a um grupo reduzido de jovens estudantes e artistas. A partir desta altura tem um rápido crescimento, atingindo o seu auge com os hippies, que adoptaram esta droga como o seu principal símbolo. No final dos anos 70, este mercado era responsabilidade de vários pequenos importadores, existindo pouco intermediários entre esses e os consumidores, situação que rapidamente foi modificada devido à influência da proibição. O aumento da procura teve como consequência a apropriação do mercado grossista pelo sector criminal. Após este rápido crescimento, surgiu uma época de estabilização da procura, apesar de nos últimos anos ter surgido nova situação de crescimento rápido na Europa e Estados Unidos.

O consumo de cannabis, embora ilegal, é tolerado na Holanda desde 1976, sendo vendida nos chamados “Coffee Shops” livremente, desde que se cumpram determinadas restrições. Neste país houve um ligeiro aumento do número de consumidores, depois de vários anos com um número estável. Contudo, a Holanda mantém um número de utilizadores de cannabis na média europeia, abaixo do número de consumidores noutros países europeus com políticas mais proibicionistas. Nos Estados Unidos, país com políticas extremamente duras em relação às drogas, o consumo não tem parado de aumentar.

Actualmente, os principais centros de produção estão a deixar de se localizar apenas no sul devido à maior tolerância e mudanças culturais dos países do norte. O principal produtor são os Estados Unidos, em particular alguns estados o norte e centro do país. Dado a sua fácil adaptação a qualquer clima e à acção do homem, a Cannabis Sativa espalhou-se por todo o planeta.

 

Efeitos

Os canabinóides podem provocar prazer, bem-estar, euforia, intensificação da consciência sensorial, maior sensibilidade aos estímulos externos, ideias paranóides, confusão de pensamentos, sonolência, relaxamento, instabilidade no andar, alteração da memória imediata, diminuição da capacidade para a realização de tarefas que requeiram operações múltiplas e variadas, lentificação da capacidade de reacção, défice na aptidão motora ou interferência na capacidade de condução de veículos e outras máquinas.

Quando ingerida em lugares desconhecidos com pessoas com pouca experiência, esta droga pode ter efeitos negativos como sintomas de ansiedade e ataques de pânico, aos quais se podem acrescer sintomas de depressão.

Em termos físicos pode ter consequências como o aumento da pressão arterial sistólica quando se está deitado e diminuição da mesma quando se está de pé. Aumento da frequência cardíaca, congestão dos vasos conjuntivais (olhos vermelhos), diminuição da pressão intra-ocular, foto-fobia, dilatação dos brônquios, tosse ou diminuição do lacrimejo.

Estes efeitos surgem repentinamente e persistem durante 2 a 4 horas, variando consoante as doses, da potência da droga, da maneira como é consumida, do humor do consumidor e das experiências anteriores.

 

Riscos

Doses elevadas podem provocar ansiedade, alucinações, ilusões e sensações de paranóia, resultando em sintomas de uma psicose tóxica.

O consumo crónico pode também implicar o empobrecimento da personalidade que pode manifestar-se através de apatia, deterioração dos hábitos pessoais, isolamento, passividade e tendência para a distracção. De destacar é o “síndroma amotivacional” que se faz acompanhar de uma diminuição da capacidade de concentração e memorização.

O consumo de canabinóides pode colocar o indivíduo em risco de desenvolver bronquite e asma. Para além disso, risco de cancro do pulmão aumenta, uma vez que o fumo é inalado mais profundamente. A nível endócrino, salienta-se a possível diminuição da testosterona, inibição reversível da espermatogénese no homem e a supressão da LH plasmática, que pode originar ciclos anovulatórios na mulher.

As mulheres com consumos crónicos podem vir a ter filhos com problemas de comportamento.

Torna-se perigoso misturar cannabis com álcool dado que a mistura pode provocar um colapso temporário e vómitos.

A possibilidade de overdose não se coloca. Seria necessário ingerir ou consumir doses astronómicas para causar overdose..

Ainda não são completamente conhecidas as consequências que a cannabis poderá ter para a saúde dos seus consumidores.

 

Tolerância e Dependência

A tolerância ocorre apenas em grandes consumidores e a dependência é também reduzida.

 

Síndrome de Abstinência

A síndrome de abstinência é leve e pode manifestar-se através de ansiedade, irritação, transpiração, tremores ou dores musculares.



publicado por eltijas às 18:43
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LSD

Nomes de Rua: Ácido, Pills, Trips

Apresentação

O LSD, também chamado de ácido, pills, cones ou trips é uma droga com acção alucinogénia ou psicadélica. A dietilamida do ácido lisérgico é sintetizada clandestinamente a partir da cravagem de um fungo do centeio (Claviceps purpúrea).

Pode apresentar a forma de barras, cápsulas, tiras de gelatina, micropontos ou folhas de papel secante (como selos ou autocolantes), sendo que uma dose média é de 50 a 75 microgramas. É consumido por via oral, absorção sub-lingual, injectada ou inalada.

Esta substância age sobre os sistemas neurotransmissores seratononérgicos e dopaminérgicos. Para além disso, inibe a actividade dos neurónios do rafe (importantes a nível visual e sensorial).

Não são conhecidas utilizações terapêuticas desta substância.

 

Origem

O LSD (ácido lisérgico dietilamida) foi sintetizado por Albert Hoffman em 1937, mas só em 1953 é que foram descobertos os seus efeitos alucinogéneos. Este químico alemão estava a trabalhar num laboratório suíço na síntese dos derivados do ácido lisérgico, uma substância que impede o sangramento excessivo após o parto. A descoberta dos efeitos do LSD verificou-se quando Hoffman ingeriu, de forma não intencional, um pouco desta substância e se viu obrigado a interromper o seu trabalho devido aos sintomas alucinatórios que estava a sentir.

Inicialmente, foi utilizado como recurso psicoterapêutico e para tratamento de alcoolismo e disfunções sexuais. Com o movimento hippie começa a ser utilizado de forma recreativa e provoca grande agitação nos Estados Unidos. O consumo do LSD difunde-se nos meios universitários norte-americanos, grupos de música pop, ambientes literários, etc. Lucy in the Sky with Diamonds, uma das mais conhecidas músicas dos Beatles, é uma alusão ao LSD.

Recentemente verificou-se um ligeiro aumento do consumo de LSD, provavelmente como resultado da influência do revivalismo dos anos 70.

 

Efeitos

Os efeitos variam consoante a personalidade do sujeito, o contexto (ambiente) e a qualidade do produto, podendo ser agradáveis ou muito desagradáveis. O LSD pode provocar ilusões, alucinações (auditivas e visuais), grande sensibilidade sensorial (cores mais brilhantes, percepção de sons imperceptíveis), sinestesias, experiências místicas, flashbacks, paranóia, alteração da noção temporal e espacial, confusão, pensamento desordenado, baforadas delirantes podendo conduzir a actos auto-agressivos (suicídio) e hetero-agressivos, despersonalização, perda do controlo emocional, sentimento de bem-estar, experiências de êxtase, euforia alternada com angústia, pânico, ansiedade, depressão, dificuldade de concentração, perturbações da memória, psicose por “má viagem”. Poderão ainda ocorrer náuseas, dilatação das pupilas, aumento da pressão arterial e do ritmo cardíaco, debilidade corporal, sonolência, aumento da temperatura corporal.

Estes efeitos duram entre 8 a 12 horas e aparecem cerca de 30/40 minutos após o consumo.

 

Riscos

Não existem provas das consequências físicas do consumo de LSD; apenas se conhecem as relacionadas com problemas psicológicos, como a depressão, ansiedade, psicose, etc.

O consumo do LSD poderá provocar a alteração total da percepção da realidade.

O flashback ou revivescência é o principal perigo do consumo. Nestas situações, o indivíduo volta a experimentar a vivência tida com a droga, sem que para tal tenha de a consumir de novo. Estes flashbacks podem ocorrer semanas após a ingestão da substância.

Em mulheres grávidas pode induzir a contracção das fibras do músculo uterino.

Há riscos de sobredosagem dada a percentagem muito variável de pureza do produto. É desaconselhável o consumo não acompanhado/isolado devido a riscos de distracção perceptiva.

Quando misturado com produtos do tipo anfetaminas torna-se mais perigoso.

Não consumir em caso de problemas de saúde mental, depressão ou crises de ansiedade.

 

Tolerância e Dependência

Parece existir tolerância, no entanto os estudos divergem. A tolerância desaparece rapidamente após alguns dias de abstinência. Pode criar dependência psicológica mas não cria dependência física.



publicado por eltijas às 18:35
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GHB

Nomes de Rua: Ecstasy líquido

Apresentação
O Gama-Hidroxybutyrate, no calão chamado de GHB, GBH ou Ecstasy Líquido, é um químico depressor também com acção psicadélica. É encontrado em garrafas pequenas sob a forma de líquido um pouco mais espesso do que a água, incolor (embora possa ser tingido de qualquer cor), sem cheiro e um pouco salgado. Quando agitado, cria bolhinhas. Embora seja menos vulgar, pode ainda apresentar a forma de cápsulas ou pó. É geralmente consumido por via oral ou injectado.

Esta substância é produzida a partir do seu precursor, o gamma-butyrolactone ou GBL, que é um solvente encontrado em produtos de limpeza do chão, verniz para unhas, entre outros.

O GHB deprime o Sistema Nervoso produzindo efeitos anestésicos e sedativos.

Origem
O GHB foi produzido há mais de 40 anos em França como um potencial anestésico, mas foi rejeitado devido aos seus efeitos secundários indesejáveis. Em 1987 voltou a ser estudado para tratamento de desordens do sono como a narcolepsia e a cataplexia. Paralelamente, os consumidores de asteróides foram informados que o GHB poderia potenciar a produção da hormona do crescimento (durante o sono profundo). Devido ao número crescente de overdoses, poucos anos depois foi retirado do comércio.

No entanto, o GHB ganhou importância enquanto uma droga recreacional, sendo principalmente usada por frequentadores de discotecas e raves. Tal facto, fez com que começassem a surgir uma série de substâncias análogas, as quais quando estão no organismo transformam-se em GHB.

Esta droga é frequentemente apresentada na Internet como um indutor de sono, um anti-depressivo ou um produto para perda de peso, utilizações que não são substanciadas e que são potencialmente mortais.

Efeitos
A potência do líquido faz variar os seus efeitos, que geralmente começam a fazer sentir-se 10 minutos após o consumo e podem durar bastante tempo (um dia ou mais).

Quando consumido em pequenas dose, os efeitos são semelhantes aos do álcool ou do ecstasy (daí o nome de ecstasy líquido). O indivíduo pode sentir mais energia, sensação de bem-estar, euforia, relaxamento, aumento da confiança, desinibição, sensualidade, tonturas ou abrandamento do ritmo cardíaco.

Algumas pessoas podem ter efeitos menos positivos como náuseas, vómito, dores de cabeça, sonolência, tonturas, amnésia, perda de controlo muscular, problemas respiratórios, perda de consciência, incapacidade de se movimentar apesar de estar consciente ou morte.

Doses mais elevadas podem provocar agitação, alucinações, desorientação, sonolência, sedação, discurso incoerente, enjoo, dificuldade de concentração, dificuldade em focar a visão, perda de coordenação, relaxamento muscular, desmaio e morte.

Uma pessoa em overdose pode experimentar perda de consciência, sono ou sedação forte, do qual não consegue ser acordada num período de cerca de 3 horas. Em casos mais graves, é possível o estado de coma e morte. A respiração pode abrandar até 4 ou 6 inspirações por minuto.

Riscos
Os consumidores de GHB podem experimentar convulsões, problemas respiratórios ou mesmo coma. Tornou-se a principal causa de comas relacionadas com drogas nos Estados Unidos e em outros países. O número de overdoses por GHB nos Estados Unidos já superou as do Ecstasy.

Os riscos a longo prazo devido ao consumo desta substância não são ainda totalmente conhecidos.

O GHB não deve ser misturado com álcool ou outras drogas depressoras, dado que a mistura acentua os efeitos desta substância.

Doses pequenas podem ter efeitos desejáveis, mas um pequeno aumento da dose pode ter consequências fatais.

Dependência
Não é muito claro mas parece existir dependência física e psicológica.

Síndrome de Abstinência
Geralmente manifesta-se por agitação, ansiedade, insónia, tremores e dores musculares.



publicado por eltijas às 18:30
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Heroina

Princípio activo

A heroína é uma variação da morfina, que por sua vez é uma variação do ópio, obtido de uma planta denominada Papoula. A designação química da heroína é diacetilmorfina.
A heroína se apresenta no estado sólido. Para ser consumida, ela é aquecida normalmente com o auxílio de uma colher onde a droga se transforma em líquido e fica pronta para ser injectada. O consumo da heroína pode ser directamente pela veia, forma mais comum no ocidente, ou inalada, como é, normalmente, consumida no oriente.

Efeitos

A heroína é uma das mais prejudiciais drogas de que se tem notícia. Além de ser extremamente nociva ao corpo, a heroína causa rapidamente dependência química e psíquica. Ela age como um poderoso depressivo do sistema nervoso central.
Logo após injectar a droga, o usuário fica em um estado sonolento, fora da realidade. Esse estado é conhecido como "cabeceio" ou "cabecear". As pupilas ficam muito contraídas e as primeiras sensações são de euforia e conforto. Em seguida, o usuário entra em depressão profunda, o que o leva a buscar novas e maiores doses para conseguir repetir o efeito.
Fisicamente, o usuário de heroína pode apresentar diversas complicações como surdez, cegueira, delírios, inflamação das válvulas cardíacas, coma e até a morte. No caso de ser consumida por meios injectáveis, pode causar necrose (morte dos tecidos) das veias. Isto dificulta o viciado a encontrar uma veia que ainda esteja em condições adequadas para poder injectar uma nova dose.
O corpo fica desregulado deixando de produzir algumas substâncias vitais como a endorfina ou passando a produzir outras substâncias em demasia, como a noradrenalina que, em excesso, acelera os batimentos cardíacos e a respiração. O corpo perde também a capacidade de controlar sua temperatura causando calafrios constantes. O estômago e o intestino ficam completamente descontrolados causando constantes vómitos, diarreias e fortes dores abdominais.

Histórico

Há mais de cinco mil anos a Papoila, planta de onde deriva a heroína, é conhecida pela humanidade. Naquela época, os sumérios costumavam a utilizá-la para combater algumas doenças como a insónia e constipação intestinal.

No século passado, farmacêuticos obtiveram, da Papoila, uma substância que foi chamada de morfina. O uso da morfina foi amplamente difundido na medicina do século XIX devido, principalmente, a suas propriedades analgésicas e antidiarreicas.

Da morfina, logo foram sintetizadas várias derivações como diamorfina, codeína, codetilina, heroína, metopon. A heroína é a mais conhecida delas. Na década de 20 foi constatado que a heroína causava dependência química e psíquica, por isso foi proibida sua produção e comércio no mundo todo.

A heroína voltou a se expandir pelo mundo depois da II Guerra Mundial e hoje é produzida no mercado negro principalmente no Sudeste Asiático e na Europa.



publicado por eltijas às 18:18
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Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2007
Ecstasy
A 3-4 metilenodioximetanfetamina, conhecida como “ecstasy”, é uma droga psicotrópica estimulante sintética, produzida em laboratórios clandestinos. Seu uso é bastante difundido nos Estados Unidos e na Europa e, nos últimos 5 anos o uso no Brasil vem crescendo de forma bastante acelerada, tornando-se uma das principais drogas consumidas pelas classes médias, médias-altas e altas. O ecstasy é comercializado na forma de comprimidos ou cápsulas que custam entre 25 e 45 reais (Janeiro de 2005). É corriqueiro o consumo de várias doses em uma só secção de abuso. Sua via de administração mais comum é a oral (ingerida), mas a droga também pode ser macerada e aspirada. Vale ressaltar que a facilidade na forma de consumo do ecstasy é ser um factor importante para sua popularização. Enquanto as outras drogas ilegais tradicionais (com excepção do LSD) exigem um lugar reservado e, por vezes, um kit para confecção e consumo, o ecstasy pode ser consumido com muita discrição em qualquer lugar e não exige nenhuma preparação. Além disso a forma de comprimidos o torna menos agressivo para um consumidor iniciante, que poderia ser avesso a outras formas de consumo de drogas tal como aspirar cocaína ou fumar maconha. O ecstasy tem um marketing próprio que vai desde o nome que remete a uma experiência prazerosa até a apresentação em comprimidos com relevos com apelos publicitários e denominações como a “droga do amor”.
História
O ecstasy foi patenteado em 1914 pelo laboratório Merck, na Alemanha em sua forma mais comum, o MDMA. O MDMA foi testado inicialmente como moderador do apetite mas, devido a seus efeitos colaterais, foi pouco utilizado e nunca comercializado, ficando esquecido e sem uso por décadas. Em 1965, o bioquímico norteamericano Alexander Shulgin relatou ter produzido e consumido MDMA em seu laboratório, tendo descrito o efeito como prazeroso. Contudo, o bioquímico só voltou a se interessar pela droga no começo dos anos 70, quando tomou conhecimento de relatos de outros pesquisadores muito entusiasmados com o uso terapêutico do MDMA. A comunidade científica só veio a ser formalmente informada sobre o MDMA em 1978, através de uma publicação de Shulgin e Nichols, a qual sugere que a droga poderia ser utilizada como auxiliar psicoterapêutico, principalmente em casos de stress pós-traumático. Actualmente, o uso de drogas psicotrópicas alucinógenas como auxiliar psicoterapêutico é um episódio quase esquecido na história da psiquiatria e da psicologia. Hoje as drogas são utilizadas exclusivamente como tratamento químico, para aliviar ou curar sintomas. Entretanto, nas décadas de 50 e 60, foram descritas inúmeras experiências bem sucedidas tendo o LSD como catalisador do processo terapêutico. Tais experiências não puderam prosseguir depois que essa droga passou a ser considerada ilegal a exemplo do que viria a acontecer com o MDMA. A utilização do MDMA como facilitador do tratamento terapêutico data do início dos anos 70 e apresentava vantagens sobre seu antecessor, o LSD, pois não provocava mudanças perceptivas nem emocionais tão intensas, seus efeitos tinham duração mais curta e não haviam sido relatados flashbacks, “más viagens” nem reacções psicóticas em doses terapêuticas e em contextos controlados. Era utilizada como favorecedora da aliança terapêutica com o profissional na medida que aumentava a empatia, a confiança no terapeuta e a autoconfiança, convidando à auto-análise e favorecendo o insight. Os primeiros psicoterapeutas a utilizar a MDMA perceberam sua potencialidade recreativa e consequente possibilidade de abuso e ilegalidade. Fizeram, então, um acordo, de desenvolver pesquisas informais sem chamar a atenção do público para a droga. Conseguiram fazê-lo durante um certo tempo, e o período entre 1977 e 1984 é considerado a “época de ouro” da pesquisa terapêutica com o MDMA. Em 1984, final da “época de ouro”, o MDMA não só era utilizado como auxiliar terapêutico, mas também estava sendo amplamente utilizada pelos jovens norte-americanos como droga recreativa. Uma pesquisa realizada em 1986 na Universidade de Tulane, Estados Unidos, constatou que 15% dos estudantes haviam experimentado ecstasy pelo menos uma vez na vida. Em outra pesquisa, realizada também em 1986, na Universidade de Stanford, Estados Unidos, 39% dos estudantes declararam ter consumido ecstasy pelo menos uma vez na vida. Nessa época, a MDMA já era denominada ecstasy, valendo ressaltar o forte apelo mercadológico do nome, e era vendido livremente em bares e festas; Esse uso público, livre e crescente chamou a atenção da imprensa que, em 1985, publicou matérias de capa em várias revistas, como Newsweek, Time e Life. A visibilidade na mídia atraiu mais adeptos e disseminou o uso antes restrito a determinadas cidades norte-americanas. Além disso, também em 1985, divulgou-se que o uso de uma outra droga sintética, chamada China white, sintetizada com o intuito de substituir a heroína, causara graves danos cerebrais em usuários. Comentando o fato, os meios de comunicação sugeriram que o ecstasy seria uma droga similar à China white,(não é) o que o transformou em neurotóxico potencial e, portanto, em problema de saúde pública. Por fim, foi publicado um relatório no qual eram apresentadas evidências de danos cerebrais causados pela MDA (metilenodioxianfetamina), droga análoga à MDMA, em ratos. Assim, a popularização do uso de MDM A, a publicidade nos meios de comunicação, o incidente China white e a publicação do artigo sobre o potencial neurotóxico de seu análogo MDA encerraram a fase de uso legal de ecstasy. Em Maio de 1985, a agência de controle de drogas (Drug Enforcement Administration, DEA) dos Estados Unidos declarou o MDMA na categoria 1 de substâncias controladas, que inclui drogas com alto potencial de abuso sem benefício terapêutico/médico e cujo uso é inseguro mesmo sob supervisão médica. Na Europa, o MDMA sempre foi ilegal. Seu consumo foi introduzido com fins espirituais por discípulos de Bhagwan Rajneesh, em meados da década de 80. Contudo, foi a partir de um evento musical acontecido em Ibiza, Espanha, entre 1987 e 1988, no qual muitos participantes experimentaram o MDMA, que ficou conhecido como o ´verão do amor”. A partir daí o uso do êxtase se popularizou na Europa na mesma época que se popularizavam as grandes festas de música electrónica o que acabou por unir as duas novas modas, apesar de que a musica electrónica por si só – assim como qualquer outro tipo de música – não incentiva ninguém a usar drogas. De qualquer modo o ecstasy passou, nesse momento, a ser associado a cultura dance-clubber que passou a ser acompanhada bem de perto pelas autoridades policiais europeias. A ilegalidade da MDMA não parece ter diminuído o número de usuários recreativos que, ao contrário, só tem aumentado, como demonstram vários levantamentos realizados tanto na Europa como nos Estados Unidos. Recentemente foi aprovado o primeiro estudo contemporâneo sobre seu potencial uso terapêutico, em pesquisa que será desenvolvida na Espanha.

Classificação e composição química
O MDMA é uma das poucas drogas com dupla classificação: situa-se entre os estimulantes e os alucinógenos, sendo por vezes classificada como uma anfetamina alucinógena. A MDMA é produzida sinteticamente em laboratório a partir de metanfetamina, que por sua vez pode ser produzido a partir de fármacos encontrados legalmente no Brasil e no mundo. Dada sua ilegalidade e seu alto valor de venda o ecstasy é frequentemente falsificado e nem todos os comprimidos vendidos e consumidos como êxtase necessariamente contém MDMA ou MDA. Isso faz com que às vezes testes de drogas como os de nossa empresa não detectem o consumo de MDMA ou MDA, apesar dos doadores das amostras de cabelo ou pêlos terem feito o uso de algum psicotrópico em forma de comprimidos. Existe até mesmo uma ONG americana, que publica regularmente a composição dos comprimidos vendidos nas ruas como forma a reduzir os danos dos usuários da droga uma vez que são frequentemente encontrados componentes ainda mais perigosos do que os próprios MDMA e MDA esta listagem pode ser conferida em: http://www.dancesafe.org/labtesting/index.php Os tipos de ecstasy ganham apelidos conforme a cor e o desenho impresso nos comprimidos e sua popularidade e preço variam de acordo com os efeitos produzidos e esta popularidade. As outras drogas mais frequentemente associadas à MDMA nos comprimidos de êxtase foram: metilenodioxietanfetamina (MDEA, análogo sintético da MDMA) – detectada pelo nosso teste -, metanfetamina - detectada pelo nosso teste -, anfetamina – detectada pelo nosso teste -, ou ketamina.
Efeitos
Os efeitos da MDMA se fazem sentir aproximadamente 20 minutos após a ingestão do comprimido e permanecem por 4 a 8 horas e estão relacionados com o brutal aumento da liberação do neurotransmissor seretonina no cérebro, outras acções neurológicas complexas são observados durante o efeito do ecstasy no cérebro, porém este assunto foge do objectivo principal deste documento. Os efeitos no usuário são descritos na maioria das vezes como prazerosos e muito estimulantes, como são normalmente todos os anfetamínicos e adicionalmente excitantes no campo sexual. Parece que usuários recentes têm uma predisposição maior aos efeitos alucinógenos, principalmente alterações visuais e sonoros enquanto que usuários mais experientes relatam apenas os efeitos estimulantes. Também são apontados efeitos desagradáveis, quase sempre relatados como uma super estimulação; Os efeitos 24 horas após a ingestão são descritos como mais negativos, tanto física quanto psicologicamente, destacando-se uma extrema depressão e tristeza, chamada as vezes de segundas-feiras negras (black mondays), pois são comumente sentidas após dois dias do consumo da droga, que, pelos motivos expostos, costuma dar-se nos fins de semana.
Toxidade e reações adversas
Embora a MDMA tenha reputação de droga segura, ou seja, que não apresenta perigo físico isso deve-se exclusivamente aos fatos marqueteiros relatados neste artigo, pois existem inúmeros relatos de reacções adversas severas e algumas mortes relacionadas à sua ingestão. Cada vez mais pesquisadores afirmam que o MDMA deixa sequelas severas em seres humanos principalmente no campo neurológico. São muito frequentes episódios de perda parcial da capacidade de aprendizado, concentração e memória. Actualmente na Europa e nos EUA são observados casos de usuários crónicos e de longa data que apresentam uma espécie de disfunção motora semelhante ao Mal de Parkinson em suas formas mais leves. Cabe salientar que existem alguns pesquisadores que afirmam que o MDMA é uma droga não tão neurotóxica e atribuem os casos relatados a dois perigos adicionais relativos ao consumo do MDMA. Um deles é a incerteza da composição dos comprimidos. O outro é a mistura que frequentemente os usuários fazem com outras drogas, como outros estimulantes. Não há dúvida de que essas duas questões estão directamente relacionadas ao aumento do potencial de perigo, toxicidade e risco de efeitos adversos agudos relacionados ao consumo desta droga, mas nos parece mais do que comprovado a grande toxidade do MDMA e do MDA. Existem muitos relatos de aumento da temperatura corporal e perda excessiva de água relacionados com o consumo de ecstasy, mas ainda não está bem claro se este aumento é decorrente exclusivamente do consumo da droga ou da combinação de factores ambientais (clubs ou festas fechadas e actividade física com dança). Até aonde se sabe o ecstasy não causa dependência física, somente psicológica. O MDMA parece ser uma droga moderadamente aditiva; Enquanto alguns usuários experimentam uma forte tendência a usar a droga repetidamente, principalmente nas ocasiões nas quais o ambiente lembra episódios anteriores e prazerosos do uso da substância outros não experimentam o mesmo. Um experimento realizado com babuínos mostrou que a MDMA age como reforçador, resultado que confirma seu potencial de abuso. O desenvolvimento da tolerância decorrente do uso frequente de MDMA não se dá de forma homogénea para todos os sintomas. Com o uso habitual, a intensidade dos efeitos colaterais indesejáveis, tais como inapetência, trismo, náusea, dores musculares, ataxia, sudorese, taquicardia, fadiga e insónia aumentam, enquanto diminuem os efeitos subjectivos prazerosos, como melhora do humor e alucinações. Por isso, é comum os usuários fazerem pausas de abstinência, retomando o uso após algumas semanas, a fim de recuperar os efeitos positivos anteriores ao estabelecimento de tolerância.
Conclusão
Definitivamente o ecstasy é uma droga diferente. É de fácil sintetização o que torna a produção descentralizada e de difícil combate; Tem uma forma de ingestão fácil e discreta; Possui um grande apelo de marketing e goza de uma falsa fama de droga segura. O preço da droga vem caindo e é de se esperar uma popularização dos preços e de seu consumo. Existem indicativos de ser uma droga extremamente neurotóxica, apesar de haver controvérsias a respeito. Por tudo isso é necessário que a sociedade se preocupe com o ecstasy e o combata em todas as frentes, principalmente com a educação e o controle do abuso por partes de jovens. É importante também manter usuários e ex-usuários informados e conscientes das graves consequências que esta droga pode acarretar a longo prazo como maneira de tentar prevenir recaídas. Sugerimos sempre a busca de profissionais na orientação de usuários e suas famílias.
Redução de danos
Nós acreditamos que a melhor atitude em relação as drogas é de não usá-las; No entanto sempre existirão pessoas dispostas a pagar o preço pelo abuso das drogas; Recentemente muitos especialistas em drogas optam por divulgar uma política de redução de danos, para esclarecimento dessas pessoas. Apesar dessa ser uma matéria bastante controversa nós optamos de transcrever neste espaço estas acções, sem no entanto deixar muito claro que qualquer droga cobra um preço pelo seu uso. Transcrição das políticas de redução de danos para usuários de ecstasy "A proibição, a punição e a discriminação nunca foram efectivas para o desencorajamento daqueles que escolhem usar determinada droga, o que pode ser evidenciado através de exemplos históricos como a Lei Seca nos Estados Unidos. Assim, de acordo com a estratégia da redução de dano, é importante a divulgação de informações de segurança para aqueles que utilizam ou venham a utilizar ecstasy: manter-se hidratado ingerindo não apenas água, mas também sucos de frutas ou bebidas que possam repor as perdas electrolíticas, bebidas com açúcar ou sais minerais; fazer um intervalo de pelo menos 6 horas entre o consumo de comprimidos de ecstasy; quando em actividade física, na pista de dança, por exemplo, ausentar- se do local algumas vezes durante a noite para relaxar. A maioria dos clubes têm, actualmente, um lugar para relaxamento, onde a música é mais baixa e há ventilação e lugares confortáveis para sentar e descansar; contar a um acompanhante exactamente que drogas foram usadas, pois se houver necessidade de auxílio médico em pronto-socorro, essas informações serão muito importantes para uma intervenção clínica adequada; se possível, indagar sobre os efeitos do comprimido que será utilizado a quem já o utilizou, já que a composição do comprimido é sempre incerta e pode ter efeitos imprevisíveis; evitar ao máximo a mistura de ecstasy com outras drogas psicotrópicas, em especial álcool, solventes voláteis, anfetaminas, cocaína e crack; não utilizar ecstasy como medicação para a depressão usualmente posterior ao uso da droga; fazer intervalos entre episódios de consumo, pois quanto maiores os intervalos, menor a possibilidade de problemas advindos do uso. Ter em mente sempre que ainda há lacunas sobre o mecanismo de acção da MDMA, sobre a interacção da MDMA com outras substâncias, sobre os motivos das diferenças nas reacções individuais à droga e sobre as consequências do uso em longo prazo. Mas que tudo indica que a droga pode levar a consequências neurológicas perigosas e por vezes irreversíveis."

fonte: site teste de drogas


publicado por eltijas às 03:28
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Cocaína e derivados
A cocaína é um alcalóide encontrado nas folhas do arbusto Sul-americano erythroxylon coca . É um potente psicoestimulante. A droga bloqueia a receptação do neurotransmissor dopamina. As sensações imediatas são euforia, alerta, inquietação, supressão do sono, do medo, da fome e do cansaço. Em alguns usuários pode haver estimulação sexual enquanto em outros pode haver justamente o contrário. Milhões de anos de evolução e selecção naturas proveram nosso cérebro de uma complexa teia neurológica de recompensas para situações que favoráveis a nossa existência. Esse mecanismo regula nosso humor, emoções, excitações, estados de euforia e satisfação. A ingestão regular de euforizantes químicos, notadamente a cocaína e anfetamínicos tais como ecstasy e metanfetaminas envia um sinal falso para o cérebro de que o consumo desta droga e as situações envolvidas são imensamente benéficas em detrimento daquelas realmente importantes para nossa evolução. Os efeitos neuroquímicos da cocaína no cérebro são confundidos com os mecanismos de recompensa para situações desejadas. Um perigoso atalho que dispensa as situações normalmente requeridas para o disparo desse mecanismo, como sexo, realizações profissionais, amor, companhia de amigos e familiares, inter-relação pessoal, etc.. O resultado neuroquímico mais evidente em usuários é justamente o desequilíbrio deste delicado mecanismo, o que acaba por afastar o usuário das actividades normalmente prazerosas levando-o a buscar a recompensa química na cocaína. È bastante normal usuários deixarem, gradativamente, de se sentirem confortáveis e estimulados para actividades cotidianas. Ao mesmo tempo podem experimentar um euforia quando deparados com assuntos, fatos ou lembranças de episódios de consumo da droga. Isso ocorre por que, quimicamente, seu cérebro passa a buscar mais os estímulos mais fortes e as situações nas quais ele foi “recompensado” em depreciação as situações onde ele normalmente deveria sentir este estímulo. Poderíamos exemplificar esta situação com um rapaz que deixa de sair com a namorada mas pensa obsessivamente no bar onde costuma comprar a droga. A troca gradativa da família e trabalho por companheiros de uso e situações facilitadoras também pode ser decorrente deste mecanismo neuroquímico. Quando consumida simultaneamente com álcool forma-se um novo componente proveniente da metabolização de ambas drogas. É o cocaethylene . Este componente é de potencial de dependência ainda mais forte do que a cocaína o que explica a tendência de se beber quando se usa cocaína e usar cocaína quando se bebe, observada em muitos usuários desta droga. È muito importante deixar claro que somente estamos abordando os mecanismos químicos, sem entrar nas complexas e importantes motivações e consequências psicossociais.
Breve história
A coca era utilizada desde os tempos pré-colombianas pela realeza Inca. Os nativos a utilizavam com propósitos míticos, religiosos, sociais e medicinais. Sob a forma de uma pasta mascada de folha de coca e cinzas de madeira a coca lentamente entrava na corrente sanguínea de seus usuários sem, no entanto causar grande impacto pela sua baixa concentração de princípio activo. A coca foi posteriormente introduzida na Europa pelos conquistadores espanhóis. Existem relatos da época que afirmam que Shakespeare era um consumidor da folha. Em 1855 o principio activo foi isolado pela primeira vez e chamado de “Erythroxyline”. A coca então passou a ter a forma pela qual a conhecemos hoje, sendo chamada na época, de cocaína. Sigmund Freud descreveu-a como uma droga mágica e praticou uma extensa auto-experimentação, porém anos mais tarde baniu-a depois que acompanhou de perto o vício e destruição pelo consumo da droga – prescrito inicialmente pelo próprio Freud - de um de seus amigos mais próximos. Na virada do século 20 a droga era amplamente prescrita por médicos para muitas moléstias entre elas o vício em morfina. Nesta época eram também oferecidas bebidas alcoólicas com adição de cocaína; A mais conhecida era o famoso Vinho Mariani. A Coca-Cola surge nessa época como uma “alternativa saudável de bebida estimulante, com cocaína, mas sem a adição maléfica do álcool”. Até 1903 uma típica garrafa de Coca-Cola continha cerca de 60 mg de cocaína.
fonte: site teste de drogas


publicado por eltijas às 03:07
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